“Saluton Euro.
Parabéns pelo seu trabalho. A primeira vez que ouvi falar em palimpsesto foi você que me falou. De lá para cá venho encontrando palimpsestos por toda a parte. Creio que a própria vida é um palimpsesto. No início do ano estive no Egito e em Roma – dois grandes palimpsestos.
Era comum, um novo faraó destruir as faces das estátuas e pinturas nos templos do faraó anterior, e colocar sua própria imagem. É claro o o procedimento deixa muitas pegadas.
Outra coisa interessante. Em geral os templos eram de pedra, mas ou não tinham teto para ter contato direto com o céu, ou o teto era de madeira. De um forma ou de outra, quando um cidade entrava em decadência, sobravam apenas as estruturas de pedra que aos poucos iam sendo soterradas pela areia do deserto, sobrando, as vezes, apenas o topo das colunas. Depois de muitos anos, novos habitantes começam a se instalar no local e aproveitam a parte da coluna que aparece sobre a areia, de usualmente uns dois ou três metros (o templo mesmo devia ter uns 20m ou mais), e começam a construir suas casas e templos, igrejas e mesquitas por ali. O processo pode repetir-se algumas vezes, com cidades sobre cidades. Arqueólogos modernos começam a escavar e enfrantam o grande dilema: o que retirar e o que deixar?
Usualmente, em sítios arqueológicos bem explorados, podemos ver atualmente dois ou três níveis de escavação, mostrando civilizações subsequentes. No templo de Luxor, por exemplo, há uma mesquita construida nas ruinas encobertas do templo. Recentemente, as casinhas foram retiradas, mas a mesquita foi preservadas pelos arquólogos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/
Em Roma, a cidade moderna foi construída sobre a cidade antiga e hoje Roma é um enorme palimpsesto de escavações arqueológicas.
Brakumojn,
Filipe”